Ministério vai barrar importação de maçã chinesa e garante buscar alternativas para outras culturas em crise

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, garantiu, quarta-feira (15) que não permitirá a importação de maçã chinesa, pois o certificado cito sanitário para as frutas asiáticas será negado. “Essa é uma medida importante, sobretudo, para os produtores catarinenses da região de São Joaquim e Fraiburgo”, elogiou a deputada federal Carmen Zanotto (PPS-SC).

A parlamentar disse também que a atitude do ministro Blairo Maggi significa uma mudança de postura positiva da pasta em favor do fortalecimento do agronegócio. A audiência foi organizada pelo Fórum Parlamentar Catarinense, composto por deputados federais e estaduais, senadores e representantes do governo estadual.

“Com a ministra Kátia Abreu não tínhamos qualquer sinalização de que fosse possível atender a reivindicação dos produtores, o que deixava o segmento preocupado com a possibilidade de sofrer uma concorrência predatória”, comentou a deputada.

“Ela alegava que era impossível deixar de cumprir acordos internacionais de importação em favor dos agricultores brasileiros, já o ministro Blairo Maggi se mostrou muito seguro em acatar o pleito dos produtores de maçã”, comentou Carmen Zanotto.

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Pesca

 A dificuldade do setor pesqueiro catarinense precisa de uma medida urgente, cobrou Carmen Zanotto no mesmo o ministério.

 

“Os pescadores não podem mais conviver com essas incertezas que se repetem ano a ano e que os impedem de sair ao mar”, ressaltou a deputada.

 

O setor tem vários pleitos antigos no que diz respeito a licenciamento de barcos, principalmente as licenças referentes à pesca industrial da tainha, cuja produção é sazonal, e termina em final de julho. Estavam prometidas 40 licenças de barcos para operar ainda na semana passada, que foram liberadas esta semana, e das quais apenas três para o estado de Santa Catarina.

 

O Estado é responsável por mais de 70% de toda produção de pescados do Brasil, com 200 mil toneladas ano.

A deputada também se colocou à disposição para atuar em iniciativas legislativas na Câmara dos Deputados para resolver a questão do ponto de vista legal.

 

Arroz

Também foi tratada a dificuldade do segmento arrozeiro, que enfrenta problemas de financiamento e precisa de melhores condições para renegociar dívidas. O ministro Blairo Maggi informou que esse assunto está sendo priorizado pela pasta.

Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz do Brasil. Com o endividamento dos produtores, é necessário o refinanciamento das dívidas pelas mesmas taxas de juros. O ministro afirmou que foi encaminhado uma comunicação para o Ministério da Fazenda e Planejamento, pedindo a prorrogação dessas dívidas.

 

Milho

A crise de abastecimento de milho, devido ao seu alto custo, afeta diretamente Santa Catarina. O pedido foi para que o Ministério da Agricultura intervenha no equilíbrio do abastecimento, aumentando a cota de 6 para 15 toneladas por mês/por produtor, além de facilitar as importações com a isenção do PIS e COFINS.
Segundo o MA, a isenção do PIS e COFINS deve acontecer em 2017, já que a pasta busca solução nesse sentido. Em relação ao abastecimento de milho, o ministério admitiu que o estoque público também está muito baixo e que já foram enviadas 42 mil toneladas para o estado catarinense. O MA trabalha para equilibrar a oferta e a procura a médio e longo prazo.

 

Leite
A preocupação é com o programa “leite saudável”, lançado em 2015 pelo governo federal, e que pretendia aplicar R$ 387 milhões no desenvolvimento da produção em cinco estados: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás e Minas Gerais. Em SC, até agora, só foram aplicados R$ 4 milhões e da meta de 15 mil propriedades, só foram alcançadas 880 nesse atual contrato. O ministro garantiu que o programa será cumprido.

Suínos
A boa notícia veio com a garantia das certificações de exportação da carne suína para o México e Coréia do Sul. O MA anunciou que o certificado sanitário para exportações para a Coreia deverá sair em agosto, e para o México, em julho.
Foi solicitado também uma revisão no Sistema Brasileiro de Inspeção de produtos de Origem Animal – SISBI. E há uma sensibilidade do MA para Inspeção fazer uma revisão do modus operante, analisando os possíveis problemas para solucioná-los.

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