Políticas públicas para autistas e síndrome de Asperger são debatidas

A deputada Carmen presidiu ontem a audiência pública para debater sobre o modelo de clínica-escola para pessoas com autismo e sobre políticas públicas voltadas para pessoas com Síndrome de Asperger.

A audiência foi realizada pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência. A deputada foi autora de um dos requerimentos que motivou a reunião.

Carmen Zanotto defendeu o respeito à legislação em vigor em defesa dos autistas e das pessoas que tem a Síndrome de Asperger. De acordo com a parlamentar, são necessárias políticas públicas voltadas, por exemplo, para inserir essas pessoas no mercado de trabalho.

“Esses indivíduos precisam de uma atenção na área educacional ao longo de toda a vida”, defendeu. A audiência contou com dois painelistas catarinenses. O primeiro foi o cartunista (autista) Rodrigo Tramonte, residente em Florianópolis
Formado em artes plásticas pelo Centro de Artes da UDESC e pós-graduado em produção multimídia pelo CESUSC, Rodrigo atua tanto como cartunista como caricaturista freelancer.

A diretora e idealizadora da ONG Projeto Autonomia, Andrea Monteiro, falou do trabalho em favor do acolhimento e empoderamento de famílias de autistas e de pessoas com necessidades especiais, realizado em Santa Catarina.

Abaixo-assinado

No fim da audiência, Carmen Zanotto recebeu o Abaixo-assinado: Congresso Nacional. Autismo em Adultos. Precisamos de Políticas Públicas Urgentes.A campanha contou com a adesão de 5.736 adesões.

A coleta foi organizada por Cláudia Moraes, residente em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. Na primeira página do documento, Cláudia relata que quando precisou de um local para internação de seu filho autista, procurou em todo o Estado do Rio, sem sucesso.

“Achei apenas locais que misturavam saúde mental com adictos a drogas. Depois, comecei a procurar em SP, e por Deus pois liguei na hora em vagou um leito, consegui leva-lo para Itapira onde o tratamento é digno”, recorda.
Cláudia, no entanto, ressalta que a descoberta não significou o fim de todos os problemas.
Isso porque, segundo a mãe do filho autistas, o local ficava a 8 horas de distância de sua casa. “Se não tivesse condições mínimas, nem poderia acompanhar”, disse.

O abaixo-assinado vista também chamar a atenção ao fato de o número de autistas estar aumentando e principalmente adultos não tem acesso a tratamento médico, escola, emprego, residências assistidas no país. “A realidade dos autistas adultos no Brasil, principalmente os mais desprovidos de recursos”, completa Cláudia Moraes.

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