Carmen Zanotto coordena mesa redonda durante Seminário “Sistema Nacional de Transplantes”

A Comissão de Seguridade Social e Família promove nesta quinta-feira (23) o seminário “Sistema Nacional de Transplantes no Brasil”. A deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), que propôs o debate juntamente com outros parlamentares destaca que em 2016 o Brasil registrou o maior número de doadores de órgãos efetivos da história: foram 2.983 doadores. O número representa uma taxa de 14,6 PMP (por milhão da população), 5% maior em comparação a 2015.

A parlamentar destaca  que o Estado de Santa Catarina (SC) tem a maior taxa de doares do País, e é praticamente o dobro da média nacional. “Segundo o relatório da SC transplantes, aumentou em 23,6% o número de doações de órgãos em 2016. Foram 251 doações no ano passado contra 203 em 2015”, afirma.

O evento será dividido em três partes, cada uma moderada por um deles. Na primeira, às 9h30, a deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) será a moderadora da Mesa “Modelo adotado na Captação, Notificação e Distribuição de Órgãos e Tecidos no Brasil e no Estado de Santa Catarina”. A segunda Mesa, prevista para 11h, terá a deputada Mara Gabrilli como moderadora e debaterá “Incentivos à doação e Transplante de Órgãos”. Por fim, a terceira Mesa, comandada pelo deputado Sério Reis (PRB-SP), a partir das 13h15, abordará o “Sistema Nacional de Transplantes no Brasil”.

Outra questão abordada no evento será o alto gasto do Sistema Único de Saúde (SUS) para custear transplantes complexos que não são realizados no país, inclusive como resultado de ações judiciais.

Dados do Ministério da Saúde mostram que 87% de todos os procedimentos de transplantes realizados no país são feitos pelo SUS. De acordo com esse percentual, o Brasil possui o maior sistema público de transplante de órgãos do mundo. Em números absolutos é o segundo país que mais realiza transplantes renais e hepáticos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Segundo o médico brasileiro Rodrigo Vianna, Diretor de Serviços de Transplantes do Miami Transplant Institute, nos Estados Unidos, considerado um dos principais centros de transplante no mundo, o transplante multivisceral (de múltiplos órgãos) não é realizado no Brasil por uma desorganização do próprio sistema de saúde brasileiro. “O Brasil tem jeito sim. Só precisa de alguém que lidere esse campo. Dá para fazer e dá para melhorar muito”, destacou.

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s